Dá pra estudar mesmo com a ansiedade apertando o peito, eu preciso te dizer isso logo de cara. Ela não vai sumir por completo, tá? Não é essa a promessa. Mas ela não precisa mais te travar, e é exatamente isso que a gente vai destravar aqui, juntos, no seu tempo.

Eu acompanho vestibulandos de Medicina desde 2013, e vejo sempre o mesmo padrão: as pessoas que estão estudando para fazer medicina tem um nível de exigência, de autocrítica, de autocobrança tão grande que elas deixam de ter orgulho de si mesmas.

Aqui a gente vai por partes:

  • por que essa disputa mexe tanto com você;
  • como separar o nervosismo normal do que já é sinal de buscar ajuda;
  • e a respiração e a rotina que funcionam de verdade.

Uma coisa eu já deixo clara: não sou médica nem psicóloga, tá? A minha autoridade é sobre como você estuda, e é daqui que eu te puxo pra frente.

Desde 2013, mais de uma década acompanhando vestibulandos de Medicina.

Por que disputar medicina pública dá tanta ansiedade?

Faz total sentido sentir esse aperto. Você não está exagerando: a disputa é dura de verdade.

Olha só o que você está enfrentando de uma vez:

  • nota de corte altíssima;
  • pouquíssimas vagas;
  • uma prova de dois dias que cansa de verdade.

Segundo dia de prova do Enem, é comum ter dificuldade com o tempo, muito cálculo, o conteúdo é muito denso. Não é impressão sua, é o desenho da prova mesmo.

E ainda tem a espera depois de tudo, a lista de espera do PROUNI. A maioria dessas espera que roda muito e ela é um pouco chatinha porque geralmente tem que mandar documentação. Ou seja: mesmo com a prova entregue, a cabeça segue acelerada esperando a convocação.

Então anota aí: não é frescura sua, não é fraqueza. É uma disputa dura, e reconhecer o tamanho dela já tira um peso das costas antes da gente ir pra prática.

Estudar sem método aumenta a sua insegurança?

O que eu vejo nos meus alunos é que boa parte da insegurança vem de estudar sem método e sem uma revisão que funcione. E método tem conserto.

Repara que isso é observação minha, de quem acompanha vestibulandos desde 2013, não é diagnóstico da sua ansiedade.

A régua que eu ensino cabe numa frase: estudar certo, não estudar muito.

Na prática, isso passa por ferramentas simples:

Revisão espaçada
Ver como funciona →
Caderno de erros
Ver como funciona →

Quando você começa a estudar pela lógica de como o cérebro fixa e recupera a informação, o que eu chamo de neurociência aplicada à aprendizagem, meus alunos me relatam que a confiança sobe e a autocobrança pesa menos.

Não é promessa de que a ansiedade some, tá? É o que eu observo mudar quando o estudo deixa de ser no escuro.

Ansiedade normal ou hora de buscar ajuda?

Nervosismo antes da prova é esperado. Ansiedade que já atrapalha a sua rotina é outra conversa.

Um jeito de observar a diferença:

Nervosismo normal (esperado antes da prova)Sinal de alerta pra buscar ajuda profissional
Bate perto da prova e alivia quando ela passaPersiste por semanas e não passa mesmo longe da prova
Você ainda dorme, come e convive, mesmo tensoPerde o sono, se isola das amigas, perde o apetite
Você segue rendendo, ainda que com mais esforçoComeça a errar questões que normalmente acertaria
Melhora quando você organiza o estudo e descansaNão melhora com descanso nem com rotina organizada
Some quando você foca numa tarefa que te absorveTe acompanha em tudo — estudo, conversa, lazer

Aqui eu sou honesta: não sou médica nem psicóloga, a minha autoridade é sobre como você estuda. Então, se esses sinais aparecem e não passam, o caminho é procurar um psicólogo ou psiquiatra.

E tem um alerta que eu faço questão de repetir: estimulante como Ritalina ou Venvanse por conta própria pode aumentar a ansiedade em vez de ajudar. Isso é conversa pra ter com um profissional, não comigo.

Existe uma respiração que acalma de verdade?

Vou te ensinar a respiração que eu conduzo com meus alunos, não só falar pra você respirar fundo.

É simples e você faz sentado, na própria cadeira:

  1. A gente vai colocar uma mão aqui na região do peito e uma mão na barriga.
  2. E a gente vai contar as respirações, sempre soltando o ar mais devagar do que puxa.
  3. A gente vai inspirar contando até três, um, dois, três, e expirar contando até quatro.
  4. Repete algumas vezes, prestando atenção só na contagem.
Inspira em 3 · expira em 4, a respiração contada que acalma antes da prova.

Tem também a meditação de atenção plena, que funciona como se fosse uma ampulheta: a gente primeiro presta atenção no ambiente, depois no corpo e depois no ambiente. O segredo é observar sem julgamento, eu não fico pensando se algo está feio, bonito, se eu gosto ou não gosto, mas eu descrevo.

Dá pra fazer antes de sentar pra estudar e também minutos antes de a prova começar. E olha: quanto mais você treina, na hora da prova você já sabe exatamente como fazer.

O que fazer se der branco na prova?

Se der branco, respira: o primeiro ponto é saber que isso é uma reação do seu corpo, que você não está em perigo. É susto, não é perigo de verdade.

Aí você segue esse passo a passo, na ordem:

  1. Olha para o seu ambiente e observa cinco cores, falando mentalmente, preto, azul, verde, pra sua atenção voltar pro presente.
  2. Respira na contagem: inspira em três, expira em quatro.
  3. Pula a questão travada e vai pra próxima; você volta nela depois.
  4. Na dúvida, marca: é melhor chutar do que deixar em branco.
5 cores no ambiente, o aterramento que traz a sua atenção de volta pro presente.

Esse último ponto vale ouro: quando a gente olha pela base da TRI, com certeza é melhor chutar do que deixar em branco. Questão em branco é ponto que você deixa na mesa, então não entrega ponto de graça.

E vem de casa preparado. Sabe por quê? A pessoa estudava estudava estudava virava a noite estudando chegava na hora da prova e às vezes faltava aquela informação, quem não vira a noite na véspera chega com a cabeça mais clara e dá menos branco.

Como ter uma rotina que não te esgota?

Uma rotina que você cumpre vale mais que um cronograma perfeito que te esgota.

O maior vilão da autocobrança é olhar só pro que falta. Vira a chave: meça o avanço.

Pensa assim: ainda faltam 20 módulos para fazer, mas ontem faltavam 21. Então hoje eu já avancei um módulo, eu estou um módulo já à frente mais perto da minha aprovação. Parece pouco, mas é isso que afrouxa o peso do dia a dia.

Dois princípios que eu repito sempre:

  • Meça o avanço, não o que falta, todo dia, reconheça o passo que você deu.
  • Não vire a noite na véspera, dormir consolida o que você estudou e ajuda a evitar o branco.

Sobre exercício físico: faz bem pra muita gente, mas cada corpo é um. Isso é conversa pra ter com quem cuida da sua saúde, não uma receita minha.

E se eu não passar de novo?

Se você já tentou e não passou, o medo do "e se eu não passar de novo" é real. E ele trava mais do que a matéria em si.

O que eu passo pros meus alunos é separar o que você controla do que não controla. A pergunta que muda o jogo é uma só: eu tenho alguma chance? Então merece 100% do meu esforço. E eu vi muita gente sendo aprovada apenas com base nisso.

Nota de corte, concorrência, o que vai cair na prova, nada disso está nas suas mãos. O seu esforço, a sua rotina, as suas escolhas, isso, sim.

E reflita sempre a cada dia o que eu já avancei. O que hoje eu estou mais próximo do meu objetivo do que ontem?

Uma coisa eu te garanto: dá tempo. Não te garanto a aprovação, isso ninguém honesto garante. Mas te garanto que dá tempo de fazer diferente.

Você precisa enfrentar a ansiedade sozinho?

Você não precisa segurar tudo isso sozinho.

Este ano quando eu mandei sobre isso nos grupos de alunos, eu falei assim, gente, lista espera do PROUNI, se o PROUNI é uma opção para você, é para colocar na lista, eu não estou me importando com sua chance. E recebi mais de 10 mensagens de pessoas falando assim, faça, eu só fui aprovado por causa daquela sua mensagem, por causa daquela observação, é o peso emocional dividir e a decisão ficar mais leve.

Por isso, se quiser começar de graça, eu te deixo dois presentes:

E se quiser ir além, dentro do VemMED 5.0, o curso de 9 módulos, você tem a comunidade de alunos e um workshop sobre ansiedade com psicóloga. Profissional de verdade, não eu, tá? Tudo com garantia incondicional de 7 dias, então você entra pra experimentar sem risco.

Como ajudar seu filho sem pressionar mais?

Se você é pai, mãe ou responsável, o mais honesto que eu posso te dizer é que quem julga a gravidade de uma ansiedade não é a família, nem eu.

Não sou médica nem psicóloga. A minha autoridade é sobre como o seu filho estuda, não sobre a saúde mental dele.

O que dá pra fazer com segurança é observar os mesmos sinais de alerta da seção de quando buscar ajuda: errar o que normalmente sabe; insônia que não passa; isolamento; queda de rendimento. Se esses sinais aparecerem e não passarem, ajude seu filho a procurar um psicólogo ou psiquiatra. Essa é uma decisão clínica, do profissional junto com a sua família.

E olha: procurar ajuda cedo não é exagero, não. É cuidado.

FAQ: Perguntas frequentes sobre ansiedade no vestibular

A ansiedade some quando eu começo a estudar do jeito certo?
Não prometo que some. O que eu vejo com meus alunos é que, quando o método melhora e a revisão passa a funcionar, a insegurança pesa menos e a autocobrança afrouxa. Mas ansiedade é uma resposta natural do corpo e nem sempre se elimina, se ela já atrapalha a sua rotina, o caminho é procurar um profissional, e isso não é comigo.
Como eu sei se a minha ansiedade passou do normal?
Um jeito de observar: quando você começa a errar questões que normalmente acertaria, se isola das pessoas, perde o sono e vê o rendimento cair, deixou de ser só nervoso. Eu não sou médica nem psicóloga; se esses sinais aparecem e não passam, procure um psicólogo ou psiquiatra, quem avalia a gravidade é o profissional.
Que respiração eu faço antes da prova pra me acalmar?
A que eu conduzo com meus alunos: uma mão no peito, uma na barriga, e a gente inspira contando até três, um, dois, três, e expira contando até quatro. Repete algumas vezes prestando atenção só na contagem. Dá pra fazer sentado na cadeira, minutos antes da prova começar.
Deu branco na prova, o que eu faço na hora?
Primeiro, saber que o branco é uma reação do seu corpo e que você não está em perigo. Aí olha pro ambiente, escolhe cinco cores e vai nomeando mentalmente, preto, azul, verde, pra atenção voltar. Respira na contagem, pula a questão travada e volta nela depois. E lembra: é melhor chutar do que deixar em branco.
Posso tomar Ritalina ou Venvanse pra render mais?
Isso é conversa pra ter com um médico, não comigo. O que os profissionais alertam é que estimulante por conta própria pode aumentar a ansiedade em vez de ajudar. Não se automedique: se você acha que precisa, procure orientação médica de verdade.
Sou mãe/pai e vejo meu filho sofrendo, como eu ajudo sem pressionar?
Aqui eu preciso ser honesta: quem julga a gravidade de uma ansiedade é um profissional, não a família nem eu, não sou médica nem psicóloga. O que dá pra fazer com segurança é observar os mesmos sinais de alerta (errar o que sabe, insônia que não passa, isolamento, queda de rendimento) e, se aparecerem e não passarem, ajudar seu filho a procurar um psicólogo ou psiquiatra. Procurar ajuda cedo não é exagero, é uma decisão clínica, do profissional com a sua família.

Sobre mim, e por que eu te entendo

Sou a Sabrina, a Sassá pros meus alunos. Sou educadora especialista em aprendizagem e em neurociência aplicada à aprendizagem, e numa página sobre ansiedade eu faço questão de deixar isso claro: não sou médica nem psicóloga.

A minha autoridade é sobre como você estuda.

Acompanho vestibulandos de Medicina desde 2013 e criei a VemMED, o método de estudar certo, não estudar muito, pra quem mira Medicina pública via ENEM e SISU. Hoje me acompanham mais de 190 mil pessoas no Instagram.

Então fica combinado assim: se a sua ansiedade já passou do estudo e invadiu a sua vida, o lugar é o consultório. Se é o estudo que te deixa inseguro, é aqui que eu ajudo, e é pra isso que eu vim.