Dá tempo de virar o jogo?

Sim, dá tempo de virar o jogo na reta final, desde que você use esses últimos dias para revisar, e não para estudar mais do mesmo. Eu falo muito que a aprovação depende do que a pessoa fez ao longo do ano, mas depende muito de como ela estrutura a reta final.

O plano que a gente monta aqui é direto: concentrar no que mais cai, revisar de verdade e chegar inteira na prova. Você não precisa acabar a matéria inteira, você não precisa estar com as notas hoje que você vai ter lá na hora da prova, você não precisa saber tudo de tudo, o que você precisa é ter já uma rotina de estudo, continuar estudando com frequência e concentrar no que mais cai nos seus erros em uma revisão.

E é tudo dentro de um plano só. A gente prioriza por peso e pela TRI, troca o reestudo passivo por revisão ativa com flashcards e questões, treina a estratégia de prova e, no meio de tudo, cuida do sono, da rotina e do emocional.

Não tem como você continuar com a mesma nota. Você vai chegar muito, muito, muito melhor, confiem.

A reta final é uma fase à parte?

A reta final é uma fase à parte porque ela tem estratégia própria, não é continuar o estudo do ano.

Igual uma atleta, depende muito do que ele treinou ao longo da vida do último ano, mas o que ele faz ali no finalzinho, a preparação dele é determinante para o sucesso ou para o fracasso. No caso aqui a gente está falando para aprovação ou para reprovação. É o que você faz nessas últimas semanas que decide.

E não existe uma reta final só. Quem já tem base alta não revisa o conteúdo do zero: refina, corrige os próprios erros e mira ponto na TRI. Já quem está com 100 acertos, a gente não tem uma base tão boa, tem que focar mais na teoria, volta ao fundamento, àquela base que ainda não fixou.

Nenhum dos dois trata a reta final como mais um mês de cursinho, fazendo tudo igual, independente do resultado.

O que revisar primeiro na reta final?

O que você revisa primeiro é o que mais cai e o que a TRI mais valoriza, não a matéria inteira.

Eu tenho certeza de uma coisa: é melhor a pessoa estudar 70% da matéria concentrando no que mais cai no que é base, revisando bem esse 70%, do que correr atrás de 100% para cumprir tabela e não revisar nada.

E o peso é desigual. TRI valoriza muito matemática depois naturezas, então são pontos muito importantes. E lembrando que a gente tem, por exemplo, 15 questões de biologia e tem 45 de matemática. Se você tem que priorizar, já sabe por onde.

Comece por aquela área que você tem mais dificuldade, que você não está vendo sua nota aumentando de acordo com o seu esforço. Geralmente é Ciência da Natureza ou Linguagens.

ÁreaNº de questões no ENEMPrioridade na revisão
Matemática45Alta — maior peso na TRI e maior nº de questões
Ciências da Natureza45Alta — a TRI valoriza; comece pelo tema de maior dificuldade
Ciências Humanas45Média — revisar o que mais cai
Linguagens45Média — revisar o que mais cai
Biologia (dentro de Naturezas)15Referência de peso desigual (15 bio × 45 mat)

Revisão ativa ou reler resumo?

Reler resumo e reassistir aula quase não fixa nada, na reta final, a revisão ativa é inegociável.

Eu sempre falo que não existe aprovação em medicina sem revisão e o maior erro de quem eu vejo que estuda muita nota não aumenta é deixar revisão de lado. Às vezes a pessoa está tão preocupada em terminar matéria, em acabar com matéria atrasada e ela não acha tempo para colocar revisão na rotina.

Assistir aula, ver a resolução pronta e ler resumo gera o que a neurociência chama de ilusão de competência: é quando eu vejo uma coisa, acho que eu estou sabendo, mas eu acho que estou sabendo porque estou vendo. Você acaba de ver e continua errando a mesma coisa no simulado. O que fixa mesmo é a correção ativa. E a correção ativa geralmente tem quatro passos, você volta na questão. Você volta na teoria para que você erre agora e não erre no Enem.

A aprovação ela mora nos detalhes. Não adianta você estar exausta, não revisar e não olhar os seus erros.

Revisão passiva (ilusão de competência)Revisão ativa (o que fixa)
Reassistir aula de revisãoCorreção ativa em quatro passos, voltando na questão
Ler e reler resumoFlashcards dos temas recorrentes e dos próprios erros
Ver resolução de questão prontaRefazer questões misturadas em condição de prova
Igual para todo mundoIndividualizada, em cima dos SEUS erros

Vídeo: 3 técnicas de revisão que garantem aprovação em medicina.

Como revisar com flashcards e questões?

O passo a passo cabe numa rotina simples. Anota aí:

  1. Monte de 5 a 8 flashcards por dia
    Se a pessoa faz cinco, oito flashcards por dia, está mais do que o suficiente, não é o volume que conta, e sim concentrar realmente naquilo que mais cai e no que você mais erra.
  2. Tire dos temas recorrentes e dos seus erros
    Tire esses flashcards dos conteúdos mais recorrentes, das suas dúvidas e do que você está errando nas questões. E um detalhe: um flashcard não pode ter o tema que está sendo abordado, senão a gente já gera uma ilusão de competência.
  3. Gire questões misturadas
    Gire questões misturadas junto com as questões por tema. Se seu problema está em naturezas, pegue uma prova antiga e faça ali 15 questões na segunda-feira, na quarta-feira mais 15 questões misturadas, é a flexibilidade cognitiva que a prova cobra de verdade.
  4. Revise no fim de semana
    No final de semana ela revisa os da semana, separa os que errou e revisa novamente na semana seguinte.

Parece muito? No banco de revisão dos temas que mais caem eles já vêm divididos por dia, a gente tem 1300 flashcards para a revisão dos últimos 100 dias, parece que é demais, mas não é: dá 13 por dia.

Como fica a semana de revisão?

A semana da reta final tem blocos fixos: revisão diária, questões por tema e questões misturadas. Não é tabela genérica de vestibular, são cinco orientações que eu garanto que vão aumentar sua nota. Primeiro, separe uma hora e meia para fazer revisão. Se sobrar tempo fora da aula, eu colocaria até duas horas ali.

Aí divida esse tempo, 30, 30 e 30. Nos 30 primeiros minutos você vai pegar o seu simulado que você já fez em fevereiro, março, abril, maio, junho e vai começar a corrigir as questões erradas. Use os 30 minutos fazendo questões de temas que mais caem. E nos outros 30 minutos, faça flashcards das suas dúvidas.

Na prática, é assim que eu monto. Na segunda-feira eu faço 10 questões de revisão de matemática eu faço 10 questões de revisão misturadas. E eu pego 45 minutos por dia e faço 15 questões misturadas de natureza, segunda, quarta e sexta. E fecha com um simulado por semana e uma redação.

DiaBloco de revisãoO que fazer
Segunda1h30–2h10 questões de matemática + 10 misturadas
Terça~45 min15 questões misturadas de natureza
Quarta1h30–2hRevisão do tema do dia + 15 questões misturadas de natureza
Quinta~45 minQuestões por tema + correção ativa dos erros
Sexta1h30–2h15 questões misturadas de natureza + flashcards do que errou
Fim de semanaflexívelRevisar os flashcards da semana; separar os que errou para a semana seguinte

Vídeo: 2 meses para o ENEM, o que fazer por 60 dias.

Dormir bem vale mais que estudar mais?

Sim, na reta final, dormir bem entra dentro do plano de revisão. Não é luxo, não é preguiça.

Por isso que eu falo que a TRI valoriza mais uma hora de sono do que uma hora de estudo. E não é só uma frase de efeito: entre os aprovados em medicina na USP de Ribeirão, 75% dormiam de 7 a 8 horas por noite.

Pensa comigo. Rende muito mais a pessoa que estuda cinco horas e dorme oito do que a pessoa que estuda oito e dorme cinco. Por quê? Porque o sono ele vai influenciar na consolidação da memória, porque o sono ele vai influenciar no humor, na disposição, na atenção, ele vai influenciar na tomada de decisão. E quando a gente dorme pouco, a gente toma decisões piores, a gente procrastina mais.

E não é só quantidade. São três coisas: quantidade, no mínimo sete horas; qualidade, porque se você dorme sete horas ou oito horas e acorda cansado, poxa, não tá dormindo com tanta qualidade assim; e consistência. Consistência é a gente mais ou menos dormir e acordar mais ou menos no mesmo horário.

Some a isso rotina e um pouco de atividade física, e você sustenta energia e disposição até o dia da prova.

75% dos aprovados em medicina na USP de Ribeirão dormiam de 7 a 8 horas por noite, sono é parte do plano.

Como controlar a ansiedade e treinar a prova?

Você controla a ansiedade treinando a prova antes dela. Eu chamo isso de teste de pressão.

No teste de pressão a gente tem dois dias que você vai fazer um simulado ou uma prova antiga do ENEM e a gente vai ter marcação de tempo, e de propósito com imprevistos: uma música tocando do lado de fora, um erro de marcação no gabarito, um problema de tempo. Você vai planejar o que fazer no dia anterior, o que acordar e fazer naquele dia, o que comer durante o simulado, a ordem da prova, o que fazer se você se embolar no tempo.

Porque o que derruba muita gente não é o conteúdo. É não cuidar do preparo mental e emocional: a pessoa vai mal num simulado e desaba, se ela tá fazendo a prova lá no dia, ela erra um gabarito, ela não consegue lidar com isso.

Por isso a ansiedade entra dentro do plano, não num parágrafo solto no fim. A gente tem que primeiro estar bem para estudar bem. E cuidar das suas interações é cuidar aqui das suas emoções também.

Como parar de perder ponto bobo?

Para quem já tem base, parar de perder ponto bobo é o que separa aprovado de não aprovado.

Faz a conta comigo. Eu tenho certeza que quem está com mais ou menos 122 acertos tem pelo menos três questões em cada área que erra por falta de atenção. Nossa, mas eu estou errando três em linguagens, três em humanas, três em natureza, cinco em matemática. Poxa, aí já foi para 12, 13, 14, 15 erros por falta de atenção.

E isso não é falta de conteúdo. É ler "por ano" e calcular "por mês", é quando eu não vejo a unidade, é quando eu não vejo uma palavra, é quando eu estou tão cansado que eu não consigo prestar atenção no fim da prova.

Cortar esses erros na reta final é o salto: se a gente parar de errar por falta de atenção, aí já vai para 134, 135. Sem aprender nada de novo, só destravando o ponto que já era seu.

12 a 15 erros por desatenção, o ponto que decide a vaga na reta final.

Quer o plano de revisão pronto?

Se você quer aplicar tudo isso sem montar do zero, eu deixo aqui o Plano de Revisão de 40 Dias, que é gratuito.

Não é isca disfarçada de venda: é um presente de topo de funil. Você baixa e leva o plano pronto para seguir sozinha, do seu jeito.

E se depois você quiser o método completo, o banco de flashcards dividido por dia, as mentorias para montar o seu cronograma e o trabalho de preparo emocional, o próximo passo é o VemMED 5.0. É um curso online, com 9 módulos e garantia incondicional de 7 dias: se em uma semana você entendeu que não é para você, beleza, tem 100% de reembolso, sem precisar justificar nada.

Bora com tudo. Estou na torcida pra sua aprovação.

Perguntas frequentes sobre a reta final

Quanto tempo antes do ENEM eu começo o plano de revisão?
Dá para estruturar a reta final nos últimos 100, 60 ou 45 dias, o que importa é você já ter revisão diária desde agora. A aprovação depende do que você fez ao longo do ano, mas depende muito de como você estrutura essa reta final. Não espere "acabar a matéria" para começar a revisar: quanto antes você entra no ritmo de revisão, mais ponto você destrava.
O que eu reviso primeiro se falta pouco tempo?
Comece pelo que mais cai e pelo que a TRI mais valoriza. É melhor estudar 70% da matéria concentrando no que é base do que correr atrás de 100% e não revisar nada. E lembra do peso desigual: são 15 questões de biologia e 45 de matemática, então matemática e naturezas pesam muito na sua prioridade.
Reler meus resumos conta como revisão?
Não do jeito que fixa. Reler resumo e reassistir aula gera ilusão de competência, você acha que sabe porque acabou de ler. A revisão que funciona é ativa: flashcards, questões e correção ativa em cima dos seus erros. Não existe aprovação em medicina sem revisão, e o maior erro de quem estuda muito e não sobe a nota é justamente deixar a revisão de lado.
Quantos flashcards por dia eu faço na reta final?
De 5 a 8 flashcards por dia, e olha que isso já é mais do que suficiente, não é o volume que conta. Faça dos conteúdos mais recorrentes e do que você está errando. No fim de semana, revise os da semana, separe os que errou e retome na semana seguinte.
Dá tempo de subir a nota mesmo na última semana?
Dá. Quem está com uns 122 acertos costuma perder de 12 a 15 questões só por falta de atenção, cortar esse ponto bobo é o salto para 134, 135 acertos, sem aprender nada de novo. Você vai chegar muito, muito melhor, confia.
O Plano de Revisão de 40 Dias é pago?
Não, é gratuito, um presente de topo de funil da VemMED. Se depois você quiser o método completo, com o banco de flashcards dividido por dia e as mentorias de cronograma, o próximo passo é o VemMED 5.0: curso online, com 9 módulos e garantia incondicional de 7 dias.
Quantas horas por dia de revisão na reta final?
Entre 1h30 e 2 horas de revisão por dia. Separe pelo menos uma hora e meia focada só em revisão; se sobrar mais tempo fora da aula, eu colocaria duas horas. Mas o que decide não é o número de horas, e sim revisar de verdade nesse tempo: questões, flashcards e correção ativa dos seus erros.